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Brasil está entre os 10 países que mais se preocupam com seu cliente| 24/04/2007 III Maratona Supply & Demand Chain Management reuniu 400 executivos e apresentou estratégias de sucesso de empresas como O Boticário, Rhodia, Kraft Foods e Havaianas. A Associação Brasileira de e-Business realizou entre os dias 17 e 19 de abril no WTC Hotel em São Paulo, a III Maratona Supply & Demand Chain Management, que reuniu cerca de 400 pessoas, representadas pelos seus principais profissionais das áreas de Logística, Compras, Operações e Vendas. Considerado o maior evento logístico da América Latina, a maratona abordou todos os aspectos relacionados à cadeia de suprimentos e demanda, objetivando estimular o mercado a modernizar seus negócios por meio de estratégias de colaboração, mensuração de performance e processos de supply chain. Foram apresentados 13 cases de importantes empresas, além de debates que ofereceram a oportunidade de esclarecer dúvidas e expor comentários, ressaltando a interação entre público e palestrantes. Baseado apenas na primeira etapa de um amplo projeto – ainda não finalizado –, O Boticário mostrou como foi possível remover as barreiras funcionais nos elos da cadeia, desenvolvendo um sistema de colaboração com seus processos. Foi apresentada também pelo O Boticário, uma pesquisa desenvolvida pela Sahay, Management Development Institute, em 2005, que indica a posição brasileira referente ao foco das empresas em seus clientes. Comparada aos demais países, o Brasil ocupa a 9º posição em relação à qualidade dos produtos e o 8º lugar sobre o design dos produtos. Em se tratando de tempo de entrega, ocupamos o 9º lugar e em relação ao serviço pós-venda e distribuição, o Brasil ocupa a 10º posição. Já o case da Havaianas, apresentado pelo gerente comercial, Ricardo Vianna, detalhou como foi desenvolvido o processo de VMI com os distribuidores da empresa. Entende-se por VMI, uma tecnologia utilizada no gerenciamento da cadeia de suprimentos na qual o fornecedor e o cliente são capazes de fazer o monitoramento remoto e a reposição automática do inventário dos produtos. O projeto, denominado “Comércio Colaborativo”, conquistou resultados significativos. Por meio do envolvimento de todos os profissionais, de uma infra-estrutura compatível, da regularidade no envio das informações e de uma comunicação eficiente entre todos os envolvidos, o projeto possibilitou um aumento de 35% do volume de vendas em apenas seis meses, uma redução expressiva dos índices de Stock Out, a permanência do nível de estoque e a diminuição do número de vendas perdidas. “Não adianta ter o melhor processo se o produto não estiver à disposição do consumidor”, explica o gerente de Planejamento de Demanda Snacks da Kraft Foods, Cássio Ricci Azevedo, que apresentou os detalhes do processo S&OP (Planejamento integrado de vendas e operações) e como sua empresa conseguiu estender o planejamento até a visão do consumidor. Cássio ressaltou ainda a importância em se priorizar o foco no planejamento e no cliente. Com a movimentação de 1,2 milhão de toneladas de produtos todos os anos, a Rhodia utilizou as soluções do Six Sigma para a convergência da cadeia de suprimentos. O processo – que tem como principais fases a definição, medição, análise, implementação e controle –, permitiu reduzir significativamente a variabilidade e ineficiência ao longo da cadeia, proporcionando ganhos em produtividade. Multinacional de origem francesa, presente em todos os países do mundo, a Bic detalhou como o supply chain está sendo integrado na empresa entre países e unidades de negócio. O cenário que existia antes da implementação era de processos baseados em planilhas e desintegrados, o conhecimento estava depositado em pessoas, e havia uma restrição à expansão dos negócios. A conseqüência das modificações foi a integração dos processos de exportação e S&OP local, um sistema único com poucas planilhas remanescentes e três meses de estimativas de vendas ao invés de apenas um. “No ano que vem, iremos disponibilizar o Brasil para ser o ‘projeto piloto’ a toda organização”, afirma Jose Roberto Fornazza, diretor de Supply Chain South América. Segundo pesquisa da associação, 32% das grandes empresas já praticam o modelo de S&OP. Todos os cases apresentados durante o evento estão disponíveis no site: Fonte: www.ebusinessbrasil.com.br/supply ![]() Mais informações: www.ebusinessbrasil.com.br/supply |
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