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Solução realiza leitura de códigos em 2D pelo celular| 17/10/2007 Um software embutido em um aparelho celular que permite o processamento das imagens captadas através da câmera digital é a nova solução da Trevisan Tecnologia para atender ao mercado de logística e, até mesmo, ao usuário final. Desenvolvido pela gaúcha, o i-nigma faz a leitura de códigos 2D pelo padrão QRCode. A tecnologia analisa a imagem no momento em que está sendo capturada pela câmera, procurando padrões - no caso o QRCode - e fazendo a tradução de forma que possa ser entendido pelo sistema. O celular, então, consegue definir a informação que deve ser armazenada e de que forma. Se a foto é feita de endereço de um cartão de visita, o sistema já sugere que seja salvo nos contatos. Ou então, se for de um número de telefone, indica a opção de fazer uma discagem ou enviar um SMS (torpedo). E o mesmo acontece com as demais operações. O produto foi apresentado durante a Futurecom, que aconteceu recentemente em Santa Catarina. Ao utilizar o celular para esse tipo de operação, a idéia é ampliar o conceito de convergência na linha de produtos da empresa. "Estamos potencializando o uso do aparelho móvel, que é um canivete suíço dos tempos atuais", observa o diretor-geral da empresa gaúcha, Alexandre Trevisan. Cerca de 140 modelos de aparelhos celulares são compatíveis com o i-nigma. Entre as funcionalidades necessárias para o uso da solução, além da câmera, está a necessidade da presença do sistema operacional Windows Mobile, Symbian ou ambientes Java. Essa aplicação também representa a possibilidade de ampliação do mercado no qual a empresa atua, chegando no consumidor final. Para isso, entretanto, será necessária a criação de conteúdos específicos. Na área de logística, é possível usar o celular para a coleta de mercadorias, através da identificação com código QRCode, garantindo a precisão do processo a partir da eliminação do risco de perda ou extravio de volumes. Como todos os produtos passam a ter uma etiqueta que pode ser reconhecida, a empresa consegue fazer o rastreamento. O executivo afirma que as tecnologias de identificação de código de barras existentes no mercado se complementam. O Radio-Frequency Identification (RFID) - que começa a ser implementado nas grandes redes de varejo - é muito usado em situações nas quais não se tem contato visual com todas as mercadorias. Já os códigos em 2D tem capacidade para armazenar até 2,8 mil caracteres, permitindo uma maior especificação de cada informação. O sistema é chamado de 2D porque, ao contrário do modelo tradicional de leitura do código, que faz a análise de forma linear, ela é feita em duas dimensões: altura e largura. Esta tecnologia já é utilizada na Ásia por 60 milhões de usuários. A expectativa da Trevisan é fechar o ano com um crescimento de 25% no faturamento, que no ano passado foi de US$ 2 milhões. O reflexo do lançamento desse produto nos negócios deve acontecer, principalmente, a partir de 2008. Patrícia Knebel Fonte: Jornal do Comércio ![]() Mais informações: http://jcrs.uol.com.br/ |
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